segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Oficina de artigos PPGICS

Work in progress... Muito boa oportunidade! Gostei muito do primeiro dia de palestras e do segundo, pura produção de olho na qualificação.

Para fins de registro:

Da esquerda para a direita: Sr. Pedro Valle, Conceição, Eu e Josué
 

Nossos mestres e digníssimos orientadores

Eu e Pedro após o almoço: felicidade e um pouco de sono...
 

sábado, 6 de outubro de 2012

sessão de terapia

ou melhor, de portfolio!
meninos e meninas, adoro encontrar vcs. é uma injeção de bom humor e energia. e sigamos juntos!!!
 
 




quarta-feira, 26 de setembro de 2012

handmade




tese em construção, vida em ebulição

se oriente, rapaz!

ontem encontro com a orientadora. troca de experiências, leituras, impressões. muito bom me sentir mais segura de que estou caminhando, no meu tempo, mudando, crescendo, entendendo, estranhando, mudando, mudando, permanecendo também. que a vida é isso: mudança e permanência. natural e cultural. mãe e mulher. amamentar, postar, dormir... e acordar para, mais uma vez, dar de m'amar.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Apresentação 2 - Potfolio III (13/6/2012)

 

Eu quis ser eu mesmo
Eu quis ser alguém
Mas sou como os outros
Que não são ninguém

Acho que eu fico mesmo diferente
Quando eu falo tudo o que penso realmente
Mostro a todo mundo que eu não sei quem sou
Eu uso as palavras de um perdedor

Perdendo dentes (Pato Fu)



Sem inspiração

Inspiração, no Michaelis, tem mais de meia dúzia de ‘traduções’. Gostei mais da fisiológica, que diz: “Movimento de dilatação da cavidade torácica, que tem como conseqüência a entrada de ar para os pulmões”. Intitulei este texto de “Sem inspiração”, mas então fiquei pensando: estou mesmo sem inspiração? Como posso estar sem inspiração se nunca tive os pulmões tão cheios de ar, os músculos tão tesos de vontade, a sensação de vida tão completa?  

Talvez, na verdade, seja isto. Ao invés de sem inspiração, estou repleta dela. Tão cheia que nem consigo falar. Mas acho que, para a vida e para a tese, cabe falar do tempo. Este semestre, o tempo se fez presente mais do que nos outros. Ou presente mais intensamente. Ou, simplesmente, senti sua passagem de forma diferente. Rapidamente. “Correndo macio” demais (para citar Pato Fu novamente).

Depois de nove meses, Laura nasceu em 2 de janeiro. Dia 8 de abril fiz 34 anos. Logo em seguida, em 31 de maio, João completou 4 anos. No dia 29 de junho, meu pai, meu jovem pai, chega aos 60. E em 2 de julho, Laura JÁ completa 6 meses!!!

(Pausa para respirar)

De onde se menos espera – Também completamos, ao final deste semestre, um ano e meio de doutorado. Às vezes é difícil acreditar. Pensando no pouco tempo que teria para me dedicar ao curso nesse momento, fiz a matrícula apenas nas disciplinas obrigatórias, imaginando que precisaria passar por isso sem dor, mas também sem avanços significativos em relação ao meu projeto. Afinal, só quem não tem filhos pode pensar que a licença maternidade são férias remuneradas.

Contrariando as expectativas, este foi o semestre em que me apresentei em um evento internacional, o Alaic, que aconteceu de 9 a 11 de maio em Montevidéu. Fui mesmo de mala, cuia, Laura e a mamãe para ajudar a dar conta do recado. Na disciplina Seminários Avançados I, nós, doutorandos 2011, sob a orientação da Profa. Regina Marteleto, organizamos um evento de um dia e meio, gratuito e aberto ao público em geral, que, acredito, ficou bem interessante. A ideia era conjugar trabalhos de pesquisadores externos aos objetos ou abordagens de nossos projetos de tese. E não é que conseguimos reunir temas e pessoas que vão contribuir, de fato, para prosseguirmos com nossas pesquisas? A primeira mesa do seminário, organizada por mim e pelo colega Marcelo Robalinho, trata da influência da biomedicina na construção social da saúde e da doença, e um dos palestrantes é a Maria Martha de Luna Freire, autora que criou o conceito de “maternidade científica”, muito importante para o meu projeto.

Em Formação para Docência, outra ótima surpresa. Além de discussões extremamente ricas sobre questões que envolvem formação de docentes, políticas de currículo, o papel da universidade na atualidade, entre outras, fomos convidados a elaborar, como trabalho final, um projeto que relacionasse um dos temas discutidos ao longo da disciplina ao objeto de nossas pesquisas. Seguindo a orientação da Profa. Adriana Aguiar, desenvolvemos o trabalho em dupla, novamente eu e Robalinho, propondo uma análise de uma campanha de amamentação recente e da fala de algumas mães sobre o tema sob a ótica da aprendizagem significativa, teoria trabalhada por Ausubel e Novak (em Moreira, 1999). Ficamos tão empolgados que fomos “a campo”, ainda que virtualmente. Elaboramos um questionário, dividido em duas partes, que enviamos às mulheres pesquisadas por e-mail. Na nossa avaliação, o trabalho já foi sucesso pelo seu processo de produção, e, mesmo ciente das suas limitações, queremos muito transformá-lo em artigo para publicação. (Marcelo e Adriana, aqui está o agradecimento!)

Dividir tarefas é muito diferente de trabalhar junto (assim como a tal interdisciplinaridade, que, dizem, é algo mais complexo do que esquartejar o problema e dar a cada um o que lhe é de direito). E os trabalhos que tive a oportunidade de fazer durante este semestre, e que apresento hoje neste Portfolio, foram construídos coletivamente, por muitas mãos, mentes, desejos. Serviram não apenas ao meu projeto diretamente, mas valeram como um aprendizado para a minha vida de pesquisadora itinerante.

Queria que me desculpassem, sinceramente, o tom improvisado deste relato. Foi escrito mesmo ontem, parido a fórceps, totalmente de improviso, sem qualquer criatividade cultivada. Mas acho que, se é preciso apresentar justificativas, diria que tenho vivido demais. E mesmo sabendo que alguns aqui podem vir a discordar de mim, vejo nisso uma lógica estranha: um pouco de inspiração é bom para criar; inspiração demais transborda. Aí só vivendo.

perdendo dentes

música para pensar
sentir
sorrir
chorar
parafrasear
...

domingo, 10 de junho de 2012

alaic - teoria e prática da amamentação

Durante o período de 9 a 11 de maio, estive, ou melhor, estivemos no congresso da Alaic, em Montevidéu, Uruguai.
Apresentei um trabalho que falava da temática do meu projeto de tese - amamentação - e, ao mesmo tempo, experimentei
a situação de amamentar a minha filha mais nova, Laura, durante o evento. Sinto que tive a oportunidade de vivenciar o meu objeto, de fazer uma desejável junção entre o meu EU pesquisador e o meu EU mãe.
Teorizações à parte, a viagem foi muito legal. Pela primeira vez fui a um congresso internacional para apresentar um trabalho, e, mesmo não sendo nenhum artigo conclusivo, sinto-me orgulhosa da façanha de viajar com a minha pequena de apenas 4 meses para o exterior. Não posso deixar de agradecer a minha mãe, pois, sem ela, essa aventura seria impossível de acontecer. Como diz o meu pai, com sua sabedoria de traseira de caminhão (que, às vezes, é a filosofia mais útil que existe): MÃE SÓ TEM UMA.

Para ver o trabalho apresentado (entre as PONENCIAS): http://alaic2012.comunicacion.edu.uy/inicio

Para ver algumas fotos...

Curtindo uma paella

Curtindo a minha mãe

Curtindo a minha filhota


Curtindo uma soneca

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Portfolio III - 1ª Apresentação (18/4/2012)


Desculpe o transtorno, objeto em construção!

Olho para esta tela em branco de computador portátil e penso: interrogação. Em lugar da lâmpada das histórias em quadrinhos, aquele balão vazio, e na cara do personagem – a minha cara -, uma expressão difícil de definir: perplexidade, cansaço, inércia, indecisão?

Este semestre, tudo diferente. Nada de filmes por enquanto. Nem na televisão. As águas que borbulhavam ideias durante a gestação estão calmas agora. Quer dizer, não estão, mas não sobra tempo para elas. O meu tempo é híbrido e mistura o frenesi das aulas e idas diárias à creche para pegar o João com a infinidade de minutos e até mesmo horas que passo sentada na cama, vendo a Laurinha mamar. Se fosse só a fome da barriga, acho que ela acabaria rápido. Mas tem toda essa carência ontológica de bebê, que se alimenta menos de leite que do meu olhar. 

O projeto caminha. Estou, neste momento, tentando (re)construir meu objeto. Inspirada e obrigada a pensá-lo a partir da leitura de Por uma sociologia reflexiva, de Pierre Bourdieu, indo de encontro ao objeto pré-construído. Mas que raios isto significa, na prática, para uma aspirante a pesquisadora de meio período como eu? Uma consequência – acho que – já identifiquei. Em vez de primeiro analisar os materiais oficiais de comunicação sobre aleitamento materno na última década (manuais e cartazes de campanhas produzidos pelo Ministério da Saúde), munida de um olhar pré-construído de socióloga que é parte de seu objeto, vou tentar, antes, ouvir as mulheres que já gostaria de entrevistar. A partir de suas falas – de suas afirmações, questionamentos, angústias – interrogar, sim, também munida do meu olhar, que me é IneRENtE, os discursos institucionais. Talvez isso transforme radicalmente os resultados do meu trabalho. E digo “talvez” porque, a esta altura, não tenho certeza de nada.

À procura desse olhar novo sobre o meu objeto, tentando reconstruí-lo em novas bases, prossigo lendo O Poder Simbólico, de Bourdieu, que é fundamental para entender as relações de poder que se dão a partir da linguagem e de outras fontes de capital simbólico, cultural. Paralelamente, estou conhecendo o trabalho da pesquisadora Mary Jane Spink, que originalmente habita a seara da psicologia, mas que enveredou pela questão das práticas discursivas e da produção de sentidos no cotidiano social.

Por insistência do meu marido e sugestão da professora Regina Marteleto, também tirei da prateleira – e com isto não estou dizendo que já iniciei a leitura – A invenção do cotidiano – 1. Artes do fazer, de Michel de Certeau, na tentativa de compreender melhor esses fluxos de discursos e práticas que não acontecem somente de acordo com o poder hegemônico, o discurso oficial, mas por meio das estratégias e táticas diárias do homem comum.

Ao meu lado (rezando para que consiga me nutrir deles um tanto por osmose), permanecem Visões do Feminino – a medicina da mulher nos séculos XIX e XX, de Ana Paula Vosne Martins; História das Mulheres no Brasil, coletânea de artigos organizada por Mary Del Priore; A Medicalização do Corpo Feminino, de Elisabeth Meloni Vieira; Mãe Natureza – Uma visão feminina da evolução – Maternidade, filhos e seleção natural, de Sarah Blaffer Hrdy; e Mulheres, mães e médicos – Discurso maternalista no Brasil, de Maria Martha de Luna Freire, professora da UFF que aceitou participar do evento que nós, doutorandos de 2011, estamos organizando na disciplina Seminários Avançados I. E muitos textos avulsos, muitos, a maioria tematizando a questão da construção de gênero, que é pano de fundo do meu trabalho. É, digamos, onde se insere necessariamente o meu tema.

Ainda entre os desafios deste semestre, estou indo a Montevidéu em maio para apresentar no congresso da Alaic o trabalho “Nada mais natural que amamentar” – discursos contemporâneos sobre aleitamento materno no Brasil, em parceria com a minha orientadora, Maria Conceição da Costa. Será a primeira vez que participo de um evento internacional e confesso que me dá um certo frio na barriga, aquele medo eterno de não conseguir.

Mas, neste momento, o que mais me inquieta é o COMO. Análise de discursos para os materiais? Grupos focais e entrevistas com as mulheres? Que caminhos metodológicos seguirei para chegar até onde queria e quero? Por onde pisar para conseguir olhar tudo isso de um jeito meu e dizer algo minimamente interessante, que não seja simplesmente cumprir o protocolo e chover no molhado? Alguém, alguém? Bem, por enquanto estou me contentando em conter em mim muitas dúvidas...

Para além do planejado, deixo a vida me levar – trocando fraldas, dormindo pouco e sentindo a felicidade sem palavras de ver dois filhos crescerem. Quanto vale isso no Lattes? Mais uma questão para minha lista interminável.




domingo, 1 de abril de 2012

pensando no COMO


- O poder simbólico - Pierre Bourdieu;
- Aprendizagem significativa - Marco Antonio Moreira;
- A invenção do cotidiano. 1. Artes do fazer - Michel de Certeau;
- Linguagem e produção de sentidos no cotidiano - Mary Jane Spink.



- Caminhos do pensamento. Epistemologia e método - Maria Cecília de Souza Minayo & Suely Ferreira Deslandes (Orgs.);
- Introdução à análise da imagem - Martine Joly;
- A ordem do discurso - Michel Foucault.

pensando n' O QUÊ


- História das mulheres no Brasil - Mary del Priore (Org.);
- Mulheres, mães e médicos. Discurso maternalista no Brasil - Maria Martha de Luna Freire;
- Mãe natureza. Uma visão feminina da evokução. Maternidade, filhos e seleção natural - Sarah Blaffer Hrdy;
- Visões do feminino.A medicina da mulher nos séculos XIX e XX - Ana Paula Vosne Martins;
- A medicalização do corpo feminino - Elizabeth Meloni Vieira;
- A era do saneamento - Gilberto Hochman.



- Ordem médica e Norma familiar - Jurandir Freire Costa;
- O conflito. A mulher e a mãe - Elizabeth Badinter;
- História da sexualidade 1. A vontade de saber - Michel Foucault;
- Microfísica do poder - Michel Foucault.