sexta-feira, 16 de setembro de 2011

a redescoberta de um livro esquecido

Li alguma coisa sobre este livro quando estava escrevendo o projeto para tentar a seleção do doutorado. Acho que, na época, tentei encontrá-lo para comprar, mas não encontrei. Parece que é um clássico da pesquisadora Elizabeth Badinter sobre o tema da maternidade e sua existência como construção social. Bestamente, lendo uma revista de comportamento em um consultório médico, encontrei a citação de outro livro dela, e, subitamente, me lembrei deste, que está disponível para download no endereço http://www.fiocruz.br/redeblh/media/livrodigital%20%28pdf%29%20%28rev%29.pdf

Para quem se interessar, segue uma breve sinopse:

Será o amor materno um instinto, uma tendência feminina inata ou depende, em grande parte, de um comportamento social, variável de acordo com a época e os costumes? É essa a pergunta que Elisabeth Badinter procura responder neste livro, desenvolvendo para isso uma extensa pesquisa histórica, lúcida e desapaixonada, da qual resulta a convicção de que o instinto materno é um mito, não havendo uma conduta materna universal e necessária.

Ao contrário, a autora constata a extrema variabilidade desse sentimento, segundo a cultura, as ambições ou as frustrações da mãe. Não pode então fugir à conclusão de que o amor materno é apenas um sentimento humano como outro qualquer e como tal incerto, frágil e imperfeito. Pode existir ou não, pode aparecer e desaparecer, mostrar-se forte ou frágil, preferir um filho ou ser de todos. Contrariando a crença generalizada em nossos dias, ele não está profundamente inscrito na natureza feminina.


Vou começar a ler, claro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário